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A MUSCULAÇÃO EM MINHA VIDA


Pensei um milhão de vezes se escrevia este texto ou não, mas sinto que talvez este relato sirva como motivação e incentivo quanto ao verdadeiro aprendizado sobre o principal amor que deve existir: o autoamor, e ele envolve foco e disciplina.


Ninguém ama verdadeiramente o outro se não se amar em primeiro lugar. Este é o primeiro amor: o próprio. Autoamor engloba inúmeras nuances, hoje vou focar no corpo, este importante e fundamental instrumento que nos move e nos serve ininterruptamente aqui na matéria. Como ele é precioso, é a nossa casa própria, é onde a gente (espírito) mora enquanto encarnados. É este veículo que possibilita nossa vinda à Mãe Terra, que nos permite crescer e evoluir, testar, experimentar, aprender e desaprender, mudar e transformar, sentir, gerar, nos movimentar, ele é instrumento à evolução da nossa consciência e como tal precisa ser honrado. Além de toda sua perfeita estrutura de funcionamento ele vem equipado com duas bússolas muito preciosas (a nossa mente e o nosso coração). Na cultura ocidental o espírito humano é costumeiramente divido entre mente e coração, enquanto na cultura oriental não há essa distinção, coração e mente se fundem e são compreendidos como uma unidade. E pode ser assim: uma unidade; só depende de nós a sabedoria em alinhar nossos pensamentos às nossas emoções. O equilíbrio é possível e salutar.


Já pratiquei alguns tipos de esportes como vôlei, dança, natação, ciclismo, muay thai, yoga (mas nem sempre com muita constância) e havia tentado musculação, mas odiava musculação. Entretanto, há 7 anos me vi apavorada com o sobrepeso pós-gestação (apesar de sempre me alimentar de forma equilibrada e saudável). Quando meu filho fez 1 ano decidi que não poderia desistir de mim. Eu o amamentava, o fazia dormir, e ia para a academia das 22h às 23h, era a hora que dava (que eu podia), apesar de todo cansaço de um dia inteiro de trabalho formal e também do trabalho com a casa e com o bebê. Na sequência fui readequando horários mais flexíveis para os meus treinos. Meu filho fez 8 anos em abril deste ano, e sigo firme e forte, são 7 anos de musculação, toda semana, faça chuva ou faça sol, sem falta, sem desculpas. Aprendi a amar o que odiava.


Estudei bastante sobre as vantagens desta prática e só para citar algumas: faz bem para os músculos; os ossos; o coração; regula os hormônios e a pressão arterial; beneficia o sistema circulatório e os demais sistemas do corpo; ajuda na respiração adequada; oxigena as células; auxilia na perda de peso e de gordura; aumenta a imunidade; melhora a qualidade do sono; reequilibra a mente e as emoções; além de muitos outros benefícios. Traduzindo para um nível energético elevado: se o treino for bem conduzido, se torna uma verdadeira ‘prática espiritual’.


Meu objetivo nunca foi ficar musculosa (e nada contra isso), mas perder gordura e me sentir bem comigo mesma, voltar a me sentir bem vestindo minhas roupas, estar em paz com meu corpo. A perda do sobrepeso foi gradual, meu corpo só reagiu como eu gostaria de uns 4 anos para cá. Eu não forcei, respeitei meu corpo e meu próprio ritmo. Vou à academia 2 vezes na semana. Meu corpo não está perfeito (e nem precisa ser assim), tem estrias, flacidez, celulite, tenho minhas ruguinhas, mas estou bem e saudável.


Aprendi a conversar com meu corpo, a respeitá-lo, consciente do que estou ingerindo. Perguntas nos empoderam. Após vencer minhas resistências pessoais aprendi a conversar comigo mesma, e sempre me pergunto: “O que vou colocar para dentro, me limita ou me liberta?” (observe que esta mesma pergunta vale para inúmeros maus hábitos).


Antes da perda do sobrepeso precisei aprender a me amar "mais gordinha", percebi que só emagreci depois disso. O Reiki também me ajudou no processo, eu me autoaplico Reiki todo santo dia desde Junho de 2017 (data da minha primeira iniciação no Reiki Usui). A energia tratou meu corpo emocional - meu corpo guardava gordura por medos conscientes e inconscientes. A energia vem me cuidando desde então, nutrindo minha Criança Interior e suprindo suas carências afetivas.


Fiz 41 anos dia 03 de maio e pretendo nunca parar de cuidar de mim. Atividade física é para a vida toda, até o fim. Quero ser uma senhorinha bem saudável, que é para não dar muito trabalho para ninguém, rs. Aprendi que sou eu em primeiro lugar (e isto não é egoísmo, nem egocentrismo, é autoamor e autorrespeito), não é porque não sou mais uma adolescente que preciso parar de me amar e de me cuidar com cuidado.


Observo nos dias atuais (coisa que sempre existiu) uma competição nem sempre velada entre as próprias mulheres, também existe uma cobrança imensa sobre estar sempre linda e jovem, mas o tempo vai passar para todo mundo, o envelhecimento é inexorável. Mesmo assim podemos tentar amenizar os efeitos do tempo de formas conscientes e saudáveis. Como inúmeras mulheres também acabo sofrendo com a pressão social. Precisamos reforçar a consciência de que apesar da importância do corpo, não somos apenas o corpo, temos inteligência e inúmeros talentos.


Por aqui venho aprendendo a lidar com a passagem do tempo (nem sempre é fácil), só sei que não quero deixar de me amar e respeitar. No final das contas nosso real e maior valor vai na beleza de nossas ações e no amor, tolerância e compaixão que já conseguimos expressar.


Com amor,

Aline Keny

 

Imagem via Wix

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