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NÃO TEMAS O MAL


As palavras são instrumentos e nos guiam para trazer à consciência o que em algum nível já sabemos e está inconsciente a nós.

Muitas vezes precisamos do outro como espelho, para dizer o óbvio sobre nós mesmos – o que nem sempre é um processo agradável e indolor, mas necessário. Mora aí um dos maiores exercícios de humildade. Haja treino, e paciência!

Continuando o estudo sobre mim mesma, que faço desde os oito anos de idade, hoje me ative às palavras de Eva Pierrakos no livro ‘Não Temas o Mal’. Abaixo escrevi com as ideias de Eva (extraídas de dois capítulos do livro), de forma resumida, intencionando ao Universo que essas palavras possam proporcionar curas aos buscadores da verdade:

Há um círculo vicioso que opera no subconsciente, embora certas partes possam ser conscientes – o círculo vicioso existe em nossos sentimentos. Os sintomas mostram que embora inconsciente o círculo vicioso vive em nosso íntimo. É importante trazer à consciência essa reação em cadeia, pois a consciência dessas correntes nos trazem liberdade e vitória.

Existe um modo ilógico de pensar, sentir e reagir em cada personalidade. Tudo no inconsciente é primitivo, ignorante e ilógico, embora o inconsciente siga uma certa lógica limitada que lhe é própria.

O círculo vicioso começa na infância, onde todas as imagens são formadas. A criança anseia por amor exclusivo, que não é humanamente possível. Ela não quer dividir amor. Ela tem ciúmes de ambos os pais – se os pais não se amam elas sofrem ainda mais. A criança se sente rejeitada e excluída se o pai ou a mãe também amam outras pessoas – os anseios da criança jamais podem ser satisfeitos. Quando a criança é impedida de ter as coisas à sua maneira, ela toma esse fato como prova adicional de que não é amada o suficiente. Essa frustração faz com que a criança se sinta rejeitada, o que causa ódio, ressentimento, hostilidade e agressão.

A necessidade de amor que não pode ser satisfeita gera ódio e hostilidade em relação às pessoas a quem mais amamos: nossos pais.


A criança entra em conflito pois ela se sente envergonhada por odiar e hostilizar quem “deveria” amar. Ela embute este conflito no inconsciente e ele se torna como uma infecção. O ódio gera culpa. A culpa na vida adulta causa todo tipo de conflitos internos e externos. A culpa gera a reação “eu mereço ser castigado”. O medo do castigo gera a reação que diz: se estamos felizes e sentimos prazer, sentimos que não somos merecedores.

A culpa por odiar os pais convence a criança de que não é merecedora de nada que seja bom, alegre e prazeroso.

A fuga da felicidade cria situações e padrões que sempre parecem destruir tudo que é mais ardentemente desejado na vida. O medo da felicidade leva a todos os tipos de reações, sintomas, esforços não-saudáveis, manipulação de emoções ou até mesmo à ações que indiretamente criam padrões que parecem acontecer voluntariamente sem que a personalidade seja responsável por eles. Por um lado a personalidade anseia por felicidade, por outro o medo da felicidade impede a satisfação.

O mal é o entorpecimento da alma, ou resulta dele. Entra em ação um dos mecanismos de defesa da psique humana, a conexão entre o entorpecimento e o mal torna-se clara.

Crianças que se sentem rejeitadas, feridas e impotentemente expostas à dor e à privação, descobrem que entorpecer os seus sentimentos é a única proteção contra o sofrimento. Quando o entorpecimento se torna uma segunda natureza, na vida adulta, é o início do mal.

O entorpecimento e a insensibilidade em relação à sua própria dor, significa o mesmo em relação à dor alheia. Em um primeiro estágio: entorpecimento em relação à própria dor (como mecanismo de defesa/proteção); em um segundo estágio: entorpecimento em relação aos outros (atitude de indiferença que permite observar o sofrimento alheio sem sentir desconforto). Há um terceiro estágio, ainda mais grave que é a crueldade em relação aos outros e a crueldade autoimposta.


 

Créditos:


Texto de Aline Keny, escrito em 25.02.2019

Arte: “The Golden Goddess”

Via eyewithin.com

Edição da arte via Canva

A Deusa Dourada. Este arquétipo representa o nosso aspecto feminino de sabedoria, soberania, expansão, incorporação, respeito, coragem, força, justiça, estratégia e habilidades artísticas.


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