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REPETIÇÕES DE PADRÕES ANCESTRAIS



Em nossa família consanguínea e espiritual há inúmeros segredos guardados. Da maneira como fomos educados, aprendemos a reprimir alguns pensamentos, sentimentos e comportamentos que “normalmente” não são e nem seriam bem-aceitos em sociedade. Pela ausência de autoconhecimento, autoamor e autoaceitação, como também pela necessidade em “pertencer”, muitos mentem e omitem, julgam os demais, refletindo inconscientemente nos outros as facetas de sombras que vão guardadas em seu próprio inconsciente pessoal e familiar, facetas da personalidade que ainda não foram iluminadas.

Tudo o que negamos persiste intensamente dentro de nós. A mentira nos mantém escravos, porque uma mentira requer outra para se sustentar, e quando uma inverdade se sustenta, ela tem o efeito de um castelo construído no ar, esta edificação tem a guarnição frágil, ela não se sustentará por muito tempo. É a identificação e integração da sombra que possibilita a cura do núcleo de dor (ou diversas dores e traumas), e isso é feito através da consciência, e da verdade. A verdade nos possibilita seguir em leveza e liberdade, a tão famosa “consciência tranquila”.


Desfazer os emaranhados de mentiras formados pelas linhagens requer entrar em um fosso de dor, mesmo assim temos dentro de nós a força para suportar e elaborar tudo o que “não foi dito”; toda a raiva reprimida; toda a sensação de impotência pelos maus tratos, abusos e limitações impostas. Os segredos guardados machucam os envolvidos, o que fere toda a linhagem ancestral. Quando escondemos a verdade, mentimos para nós mesmos, além de sermos coniventes com a doença moral de um clã. O campo não aceita excluídos, violências (sejam elas físicas ou morais) e injustiças. A sombra que permanece na sombra, na forma de mentira, trauma ou segredo, pode vir a ser a causa de doenças e desequilíbrios graves, sejam mentais, emocionais ou físicos.

São transtornos que somatizam quando encontram “alguém” para dar luz e passagem ao núcleo de trauma e dor da linhagem ancestral. Como honra aos antepassados, de forma inconsciente a nós, o campo morfogenético nos toma a serviço para curar os padrões equivocados de condutas e comportamentos da linhagem. São padrões que se repetem de geração em geração, até que sejam vistos e trazidos à luz da consciência.

A geração atual e as futuras gerações acabam pagando um preço para que o sistema se reajuste e se reequilibre, incluindo aqui o direito sagrado do Equilíbrio entre Dar e Receber. Com o conhecimento adequado se torna possível resgatar do inconsciente ao consciente (pessoal e familiar), as memórias mal elaboradas e ressignificar os traumas vividos, para assim podermos rumar a novos campos, como em um voo de plena liberdade.

Se há um desequilíbrio se manifestando em sua vida é importante olhar com amor para esta história que gera desconforto e dor. Lhe convido a conhecer a técnica terapêutica desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger, ele estudou profundamente a formação e desenvolvimento das famílias, trazendo a compreensão das Leis Sistêmicas e o seu funcionamento. Uma sessão de Constelação Familiar pode lhe ajudar, e, além do mais, beneficiará a todo o seu grupo familiar.

Com amor,

Aline Keny

 

Imagem via internet, desconheço o autor.

Imagem aprimorada no site: https://letsenhance.io/

Edição via Canva.


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