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Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir



Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir. Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha dor, estou a excluí-la. Cada situação em que me sinto culpado, estou a excluí-la. E, desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.


O caminho inverso seria: a tudo de que me queixo, fito e digo: sim. Assim aconteceu e integro-o em mim, com todo o desafio que para mim isso representa. E afirmo: farei algo com o que me aconteceu.


Seja o que for que me tenha acontecido, tomo-o como a uma fonte de força. É surpreendente o efeito que se pode observar neste âmbito.


Quando integro aquilo que antes tinha rejeitado, ou quando integro aquilo que é doloroso para mim, ou que produz sentimentos de culpa, ou o que quer que me leve a sentir que estou sendo tratado de forma injusta, o que quer que seja. Quando tento incorporar tudo isso, nem tudo cabe em mim. Algo fica do lado de fora. Ao consentir plenamente, somente a força é internalizada. Todo o resto fica de fora sem me contaminar. Ao invés, desinfecta, purifica-me. A escória fica de fora, as brasas penetram no coração.


~ Bert Hellinger

 

Arte por Charles Frizzell



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